21/01/2012

ADEUS PIO ZAMUNER

Morreu nosso querido "Pio Roberto Zamuner"



Créditos:
Foto tirada por Jotta Santana.
Vídeo do acervo SATED SP.

13/10/2011

ABERTURA DO PORÃO

Chico Cavalcanti é um icone da Pornochanchada e da Boca do Lixo paulista, dono de uma cinematografia simples e original, mas soube trabalhar com referências, como é o caso da abertura do filme O PORÃO DAS CONDENADAS.
Notem as participações de Jean Garrett e Custódio Gomes.

03/07/2011

O DOADOR SEXUAL



Matéria da revista Privê nº10.

02/07/2011

19 MULHERES E 1 HOMEM


Sinopse
Dezoito universitárias paulistas e uma professora resolvem fazer uma excursão ao Paraguai alugando um ônibus numa empresa, cujo diretor, Rubens, decide servir de motorista e gozar assim suas férias, junto com as moças. A viagem é interrompida por cinco criminosos que confinam o grupo numa fazenda do pantanal mato-grossense, após matar os empregados. Os marginais brutalizam as jovens e algumas que tentam fugir são eliminadas. Auxiliado por dois meninos, filhos do dono da fazenda, Rubens contacta alguns amigos, pilotos do Aeroclube, através de um rádio transmissor, simulando uma fuga para distrair os marginais, na tentativa de resgatar as moças sobreviventes. (Conforme Cinemateca Brasileira – Link AQUI )

COMENTÁRIOS DO GILMAR
Estréia na direção de David Cardoso, com roteiro e fotografia, respectivamente, dos mestres Ody Fraga e Antonio Meliande, o filme é quase inteiramente rodado em locações no Pantanal sul-mato-grossense e imediações, durante dois meses, com uma equipe de 50 pessoas. Com o fantástico (!) orçamento em torno de US$ 1 milhão, o filme é, para os padrões da época, um estrondoso sucesso de público, com mais de 2 milhões de espectadores! Oportunidade rara para ver reunidas diversas das divas das pornochanchadas, todas em início de carreira: Aldine Müller, Helena Ramos, Patrícia Scalvi, e Zélia Diniz, além da chacrete Mara Prado (Índia Poti). Vale à pena conferir!
By. Gilmar

Créditos:
Comentários: Gilmar.
Recorte de jornal: acervo Alexandre Aldo Neves.

07/04/2011

Heitor Gaiotti 70 anos

Heitor Gaiotti 70 anos

Por Matheus Trunk, especialmente para o Pornochancheiro

Certas pessoas dentro da Boca do Lixo paulistana são autênticos talentos perdidos. Um dos casos mais emblemáticos é o ator Heitor Gaiotti que em 2011 completou 70 anos de vida.

Comediante genial, Gaiotti era um dos principais motivos para se assistir filmes do cineasta, ator e produtor Tony Vieira. Paulista de Ribeirão Preto, o ator iniciou sua carreira artística quando servia no exército, quando fazia aparições cômicas. Depois, trabalhou como assistente de produção na extinta TV Excelsior, onde conheceu o amigo e parceiro Tony Vieira.

Chegou ao estrelato quando estrelou o faroeste A Filha do Padre. Seu personagem Cara de Gato ainda é lembrado em muitos lugares do interior do Brasil. Gaiotti continuou a parceria com Tony em dezenas de películas como Pilantras da Noite, Traídas Pelo Desejo e Torturadas pelo Sexo. Neste último, ele interpretou um cigano.

Mas o comediante não brilhou apenas nos trabalhos do amigo. Heitor também fez personagens hilários em O Bem Dotado-O Homem de Itu de José Miziara e Inseto do Amor de Fauzi Mansur (numa cena em que contracena com Angelina Muniz). Em Vadias Pelo Prazer de Antônio Meliande, ele é um caseiro doido para conseguir namorar um trio de deusas (Vanessa Alves, Elys Cardoso e Sandra Graffi).

Neste 2011, Gaiotti, ator querido na Boca paulistana completa 70 anos. Nenhuma homenagem foi agendada ou realizada. Esperamos que a cultura no Brasil seja tratada mais seriamente em algum momento.



Texto: Matheus Trunk
Fotos: Acervo Pornochancheiro

24/03/2011

DALMA RIBAS POR CHICO CAVALCANTI

Depoimento
Sempre foi ótimo trabalhar com ela. A Dalma fez inúmeros trabalhos comigo, sempre de maneira satisfatória. Existiam pessoas que eu sempre contava nos meus filmes. O Salvador do Amaral, que era diretor de fotografia era um grande parceiro meu. Fizemos inúmeros trabalhos juntos. Na parte de atores, a Dalma era outra parceria, sempre funcionando muito bem, respeitando eu e os demais atores no set de filmagem. Esse era um aspecto que eu sempre valorizei em quem trabalhou comigo: respeito no set. Atualmente não sei onde ela anda, mas guardo grandes momentos com esta grande atriz e colega que trabalhou comigo diversas vezes.

Francisco Cavalcanti, cineasta que dirigiu Dalma Ribas em “O Filho da Prostituta” (1981), “O Cafetão” (1983), “Os Violentadores de Meninas Virgens” (1983), “Ivone. a Rainha do Pecado” (1984), “Animais do Sexo” (1984), “Que Delícia de Buraco” (1985) e “Instrumento da Máfia” (1988)

Filmografia
1988- Instrumento da Máfia de Francisco Cavalcanti
1985- Neurose Sexual de Mauri de Oliveira Queiroz
1985- Nuas no Asfalto de Ubiratan Gonçalves
1985- Que Delícia de Buraco de Francisco Cavalcanti
1984- Animais do Sexo de Francisco Cavalcanti
1984- Ivone, a Rainha do Pecado de Francisco Cavalcanti
1984- Sexo de Qualquer Maneira de J. Figueira Gama
1984- Sexo Em Fúria de Ulisses Alves
1984- O Vale das Taradas de Custódio Gomes
1983- O Cafetão de Francisco Cavalcanti
1983- Pic-Nic do Sexo de Rubens da Silva Prado
1983- As Taras das Sete Aventureiras de Custódio Gomes
1983- Os Violentadores de Meninas Virgens de Francisco Cavalcanti
1982- Depravação II de Élio Vieira de Araújo
1982- O Motorista do Fuscão Preto de José Adalto Cardoso
1982- Tem Piranha no Aquário de Vital Filho
1981- Caçadoras de Sexo de Costa Cotrim
1981- O Filho da Prostituta de Francisco Cavalcanti
1981- A Pistola Que Elas Gostam de Rubens da Silva Prado
1979- Severina Xique-Xique de Celso Falcão
1978- Fuga Para o Sexo de J. Figueira Gama
1977- Empregada Para Todo Serviço de Geraldo Gonzaga
1977- Pra Ficar Nua, Cachê Dobrado de Élio Vieira de Araújo
1975- As Desquitadas de Élio Vieira de Araújo
1974- O Mau Caráter de Jece Valadão
1974- Onanias, o Poderoso Machão de Élio Vieira de Araújo
1974- Sadismo de Um Matador de Rubens da Silva Prado


Texto: Revista Zingu! - edição 29
Fotos: acervo Pornochancheiro

14/03/2011

MISAKI TANAKA

Misaki Tanaka nasceu em Tóquio, Japão, em 1956. Em 1964 muda-se para o Brasil, naturalizando-se brasileira algum tempo depois. No começo dos anos 70, quando trabalhava como bailarina na TV Record, conheceu o diretor Ody Fraga, o intelectual da Boca do Lixo, que a lançou no cinema na comédia “Macho e Fêmea”, em 1974.

Walter Hugo Khouri, grande admirador da cultura e principalmente do cinema nipônico, lhe deu o papel de uma gueixa no filme dentro do filme que o diretor Marcelo está dirigindo, em seu semi-autobiográfico “Paixão e Sombras”.

Em seguida trabalhou pela primeira vez com um diretor de origem oriental como ela, o chinês John (Chien Lien Tu) Doo, no filme de terror “Ninfas Diabólicas”. E participou de uma das melhores seqüências da comédia erótica “O Bom Marido” de Antônio Calmon: aquela na qual Afraninho, um empresário carioca falido, e sua esposa Malu vêm a São Paulo a fim de negociar com um empresário do Japão, Simijo Murukai, que está na cidade para comercializar vibradores. Junto de um casal paulista igualmente picareta eles vão parar numa sauna, para participar de uma troca de casais. Caberá a Afraninho (Paulo César Pereio) a tarefa de satisfazer sexualmente a esposa (Misaki) do japonês, para conseguir fechar o negócio.

É dirigida por quatro grandes cineastas no ano de 1978: o esteta Jean Garrett em “A Força dos Sentidos”, numa trama envolvendo suspense e sobrenatural; reencontrou Ody Fraga em “Reformatório das Depravadas”, mais um WIP produzido por Antônio Pólo Galante; no clássico da pornochanchada “O Inseto do Amor”, de Fauzi Mansur, ela salta das páginas de uma revista masculina para saciar o desejo de um presidiário picado pelo mosquito Anophelis Sexualis; e no “Império do Desejo” de Carlos Reichenbach é uma jornalista chinesa que encontra um destino trágico no litoral paulista.

Volta a trabalhar para Khouri em “O Prisioneiro do Sexo”, onde é uma das muitas mulheres na vida do insaciável Marcelo. Foi uma das imigrantes japonesas que chegaram ao Brasil em 1908 para trabalhar em condições sub-humanas nas fazendas paulistas em “Gaijin”, de Tizuka Yamazaki; e encontrou outro diretor chinês radicado na Boca do Lixo, Juan Bajon, no drama erótico “Colegiais e Lições de Sexo”.

Em 1980 participa do “Bacanal” promovido por Antonio Meliande; interpretou uma das modelos de “O Fotógrafo”, sofisticada (em termos da Boca, claro) produção de Jean Garrett, além de ter papéis secundários em “Chapéuzinho Vermelho, a gula do sexo”, de um discípulo de José Mojica Marins, Marcelo Motta, e “A Virgem e o Bem-Dotado”, do artesão de origem polonesa Edward Freund.

Mais três filmes em 1981: José Adauto Cardoso lançou um novo personagem sertanejo, Polêncio, no filme “E a Vaca foi pro Brejo” e aproveitou para homenagear a colônia, colocando uma família japonesa na trama. Misaki era a mocinha ingênua por quem o matuto se interessava.

“Duas Estranhas Mulheres” é um longa-metragem dividido em dois episódios. Misaki trabalhou no segundo, intitulado “Eva”. Dirigido por Jair Correia, é um dos filmes mais insólitos realizados no país, tendo causado ótima impressão entre os espectadores na época.

“A Noite das Depravadas” é mais uma exposição das mazelas humanas feita por Juan Bajon, no qual Misaki novamente dava um show de sensualidade.

Infelizmente logo depois os filmes pornográficos começaram a dominar a produção da Boca, fazendo com que Misaki, assim como quase todas as atrizes das pornochanchadas, se afastasse do cinema.

Apenas 10 anos depois voltaria a participar de um filme, a comédia “Sua Excelência, o Candidato”, lançada numa das piores fases do cinema nacional, durante o governo Collor, tendo passado totalmente despercebida.

Depois disso teve uma participação na novela “O Rei do Gado”, de Benedito Ruy Barbosa e retornou ao Japão para ser diretora na emissora NHK, de Tóquio. Ela também publicou, pela editora Ática, a coleção infanto-juvenil “Os Bichos da Praia”, em 1997.

E em 2003, Carlos Reichenbach a chama para ser a mãe de uma das funcionárias da fábrica onde trabalha Aurélia Schwarzenega, personagem de Michelle Valle, no tocante “Garotas do ABC”.

Misaki Tanaka teve a sorte de ter trabalhado para alguns dos melhores cineastas paulistas, que sempre souberam realçar seu talento e sua doce beleza e sensualidade oriental.

Filmografia
1974- Macho e Fêmea - Ody Fraga
1976 - Paixão e Sombras – Walter Hugo Khouri
1977- Ninfas Diabólicas - John Doo
1977- O Bom Marido - Antônio Calmon
1978 - Reformatório das Depravadas – Ody Fraga
1978- A Força dos Sentidos - Jean Garrett
1978 - O Inseto do Amor – Fauzi Mansur
1978 - Império do Desejo – Carlos Reichenbach
1979- O Prisioneiro do Sexo - Walter Hugo Khouri
1979 - Gaijin, Caminhos da Liberdade – Tizuka Yamazaki
1979- Colegiais e Lições de Sexo - Juan Bajon
1980- Bacanal - Antônio Meliande
1980- Chapeuzinho Vermelho, a gula do sexo - Marcelo Motta
1980- O Fotógrafo - Jean Garrett
1980 - A Virgem e o Bem-Dotado – Edward Freund
1981 - E a Vaca foi pro Brejo – José Adauto Cardoso
1981- Duas Estranhas Mulheres (episódio “Eva”) - Jair Correia
1981- A Noite das Depravadas - Juan Bajon
1991 - Sua Excelência, o Candidato – Ricardo Pinto e Silva
2003 - Garotas do ABC - Carlos Reichenbach


Texto de Sergio Andrade para a Revista Zingu! edição: 26
Fotos: acervo Pornochancheiro